quinta-feira, 30 de julho de 2009

A GRALHA AZUL

Era madrugada, o sol não demoraria a nascer e a gralha ainda estava acomodada no galho amigo onde dormira à noite, quando ouviu a batida aguda do machado e o gemido surdo do pinheiro. Lá estava o machadeiro golpeando a árvore para transformá-la em tábuas. Quantos anos levou a natureza para que o pinheiro atingisse aquele porte majestoso e agora, em poucas horas, estaria estendido no solo, desgalhado e pronto para entrar na serralheria do grotão.












As famosas carrancas do rio São Francisco constituem um enigma de nossa arte popular, na qual ocupam um lugar de especial destaque, tanto pela notável expressão artística como, principalmente, por sua dupla originalidade. As barcas do São Francisco são as únicas embarcações populares de povos ocidentais que apresentaram, de modo generalizado, figuras de proa, pelo menos nos últimos séculos. E estas constituem exemplo único no mundo de esculturas de proas zooantropomorfas. A originalidade é o mais importante atributo de uma obra de arte. Segundo Arnold Hausen, “para tener em absoluto calidad artística, uma obra de arte tiene que abrir lãs puertas a uma visión el mundo nueva e peculiar”.





A lenda do papagaio





O Papagaio que faz crá-crá-crá antigamente foi um menino muito guloso. Tinha costume de engolir a comida sem mastigá-la.Uma vez sua mãe achou frutos de batoí, mangabeira, e assou-os na cinza. O filho comeu tirando-os diretamente do fogo. São frutos cuja polpa viscosa se mantém quentíssima por muito tempo. Comendo-os tão quentes, sapecaram-lhe a garganta e o menino começou a fazer cra-cra-crá, esforçando-se por vomitar os frutos comidos.Cresceram-lhe as asas e as pernas; e tornou-se um papagaio que até hoje continua a fazer: cra-cra-crá.
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